sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010




A CONTRALUZ






Desnudo o meu olhar, este

olhar cerzido com longos,



longos fios num tear de luz:

nesse corpo aceso, ateado,



vivo, que amadura o fogo

e o fulgor – reluz: rútila



vertigem que amotina o trigo,

alucina o sol, e mesmo a



contraluz, ai dos olhos ávidos

(ai de mim cativo), quando chego



ao cimo de teus seios nus.





Por Domingos da Mota

2 comentários:

  1. Caro A A Tavares,

    Obrigado pela divulgação deste meu poema no seu blogue.

    ResponderEliminar
  2. Beleza de imagens. Que visão, que deslumbramento!

    ResponderEliminar

fale à vontade