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quinta-feira, 4 de novembro de 2010



PLATÔNICO






Por que só agora

e não antes?

Há muito

seríamos amantes.

Felizes, talvez,

desde outrora.

E por que não o fez?

Por que só agora?



Que espécie de amor

é essa,

a viver desprovida

de pressa?

É amor que aguarda

retorno

ou que apenas se guarda,

como se morno?



Por que só agora

e não antes?

Temia

que nos fizesse distantes?

O que se perde de vida

a cada hora...

Pretendia dizer-me algum dia.

Pois me diga: por que só agora?






Por Renata de Aragão Lopes
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domingo, 15 de agosto de 2010



A (CIDEN) TAL FELICIDADE





poeira fina

talvez purpurina

que se tem à mão



de que só se apercebe

aquele que a vê

pender ao chão





Por Renata de Aragão Lopes
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AMAZONA





Jamais adia

sim ou não.

Repudia

a dúvida.

Prefere

precitpitação

a inércia.

Ainda que tropece.



Até quem a conhece

lhe diz insana.

Mas se a julga

infeliz

se engana.

A vida, curto intervalo.

Alguns vão a pé.

Ela segue a cavalo.





Por Renata de Aragão Lopes
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domingo, 8 de agosto de 2010



AMOR DE RENDIÇÃO





Se te sou motivo

de desagrado,

porque vivo

a te pedir

palavras

de apaixonado,

porque te manténs,

com tantos poréns,

enfim,

ao meu lado?



É assim

que amo

e bem conhecias

esses meus modos

de século antepassado:

o apego às poesias,

o apreço pelo fado,

o sossego das mãos

em repouso

no avesso do bordado.



Vazias,

mas sempre ao aguardo

de um afago

mais que querido,

tido por inesperado,

que te ponhas

a meus pés

rendido

e em minhas fronhas

enamorado…





Por Renata de Aragão Lopes
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Arte de Alfred Chantrey Corbould

quinta-feira, 29 de julho de 2010



MÃO ÚNICA





A vida é uma via

aonde se passa sem volta.

A vida é um havia.





Por Renata de Aragão Lopes
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CRUA





Assim

que chega

ao lar,

livra-se

de anel,

brinco

e colar...



Por isso

não se tatua.

Sem o prazer

de despir-se

toda,

nunca mais

estaria nua.





Por Renata de Aragão Lopes
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