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domingo, 27 de março de 2011


POEMA







Incrédulo do meu ser

como um nómada preso ao seu caminho

desloco-me em espiral

pelas farpas do tempo

“torrente repleta de vida”

de onde parto esquecido

e regresso desenganado e invisível…

…a porta da memória profunda

com a sua escadaria imponente,

parasitada por imagens gravadas na pedra gelada,

impedem-me de tocá-la…

e no vácuo formas geométricas aberrantes

observam-me sem pudor até as entranhas

tentando compreender

o sentido flagelado

do fogo que lá não arde.







Por Pedro Simões Eira

domingo, 24 de janeiro de 2010

Hotel de veludo

não esperes por mim

as esporas de prata

estão perto do fim

e as botas furadas

trocadas por gim

maltratam a sede

de quem perde assim.





Por Pedro Simões Eira