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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Daniel Maia-Pinto Rodrigues






POEMA TIPICAMENTE MASCULINO


Até porque em geral
não estão demasiado connosco
no dia seguinte
não nos deverá desagradar a ideia
de andar com a mulher dos outros


Uma vez imiscuídos em seus lares
achemos excelentes os trens de cozinha
da Filipa Valha-nos Deus.
Adoremos ver repetidamente
a recepção no claustro
e a lua de mel
no vídeo do casamento
do D. Duarte e da Dona Isabel.
E a ideia realmente inteligentíssima
de irem às compras de produtos dois-em-um
levando nos sapatos
as palmilhas do Dr. Metz
atingindo assim um moderno três-em-um
dever-nos-á deixar profundamente apaixonados


A mim
andar com a mulher dos outros
dá-me uma certa satisfação
não digo que não


Resta-me uma dúvida
será dever-nos-á
ou será deveranos
não sei porquê mas dever-nos-á
soa melhorzinho




  

sábado, 1 de outubro de 2011






















Pertencera a um grupo de malta rebelde.

Desenvolveu alguns programas de rádio

e também, parece, algumas encenações teatrais.

Todavia o seu projecto principal era o de mudar o mundo.

Ao que eu lhe disse que o meu grande projecto

foi sempre o de que o mundo não me mudasse a mim.








Por Daniel Maia-Pinto Rodrigues

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



Anoitece na aldeia

e numa animação de fábula

as pessoas recolhem às casas.



Das chaminés, pelos telhados

o fumo já faz parte da noite



O amarelo das janelas

pontilha o preto.


O vento perdeu-se no bosque

e as crianças, nos cobertores

usufruem do medo.



Pelas imediações da aldeia

os lobos aproximam-se da realidade.





Por Daniel Maia-Pinto Rodrigues