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quinta-feira, 22 de julho de 2010



YOU MUST REMEMBER THIS





saindo de mim por meus poros

no palco minha alma tão leve

aura clara de mansinho canta

nas vezes em que sozinho choro

abre alas brisa vento alegre vem

e me traz essas canções

detalhes fotos emoções

parece dezembro ao teu lado me vejo

caminhando cantando e seguindo

iluminados olhos cheios de cores

anos dourados de volta ao jardim

já que falei de flores às rosas me queixo

tristeza melancolia que não sai de mim

paisagem da janela lateral eu vejo

Corcovado Redentor que lindo

e os braços quem abre eu mesmo

sentimental eu sou o Rio continua

de sol um gosto na boca da noite festa

e um barquinho desliza sem parar

a tarde a resistir vontade de cantar

em cores se desfaz do Brasil aquarela resta

uma canção há sempre nos discos aprendi

e eu te proponho baby você precisa ouvir

estranho tempo não pára e nunca envelhece sei

das esquinas por que passei curvas

estrada perigo ronda esquinas

Ipiranga São João Sampa meninas

estranhas catedrais deserto

que atravessei de neve encoberto

amigo estudante coração tropical

monumento país planalto central

tanta gente espelho de estrelas partiu

nossa música no ar nunca mais se ouviu

aquele abraço e bye bye Brasil

dança bamba a corda a esperança

do show faz parte e continua

outra vez quem sabe o Rio então

o que será que será só imaginação

piano samba Mangueira canção

luz do sol alegria alegria verão

nada será como antes ou está

mas certas canções são eternas

e o amor novamente eterno será


Por Marcio Nicolau
Ler mais poesia sua em http://espacointertextual.blogspot.com/

Música de H. Hupfeld, interpretação de Gal Costa

quarta-feira, 14 de julho de 2010



EU FALO





do rio

meninos

deuses

gregos

Apolos

Zeus

seminus

semideuses

Orfeus

Homeros

homens

meros

personagens

Prometeus

Édipos

reis

imperadores

Neros

Adrianos

Cristianos

Ronaldos

beques

Beckhans

brasileiros

europeus

latinos

amantes

Antônios

Banderas

heróis

he-mans

Hércules

Narcisos

Romeus

Zulus

vikings

bárbaros

Titãs

roqueiros

Elvis

pélvis

calcanhares

Aquiles

aqueles

Gianecchinis

e eu





Por Marcio Nicolau
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terça-feira, 29 de junho de 2010



FÁCIL





Desligar o telefone

Aumentar a TV

Fechar a porta

Apagar a luz

É simples

Levantar e sair

Fechar os olhos

Pegar o carro

Furar o sinal

Automático

Aconselhar

Oferecer dinheiro

Ouvir sem atenção

Fácil

Fazer planos

Viajar nas férias

Fotografar estranhos

Sorrir ao lado deles

Publicar na Internet

Simples

Criar uma ONG

Salvar o planeta

Protestar

Acreditar em Deus, claro

Pagar os impostos

Aceitar os desmandos

Votar

Fugir da culpa

Tranqüilo

Mergulhar

Manter-se raso

Esconder a dor

Bem fundo

É fácil, se aprende

Ir ao analista

Folhear uma revista

Cortar o cabelo

Fazer compras

Reclamar do trânsito

Trocar o carro

Pintar o apartamento

Ter filhos

Ler as notícias

Num clique

Comprar a prazo

Com o cartão de crédito

Descomplicado

Tomar comprimidos

Ficar em Forma

Perder uns quilos

Fugir do tempo

É fácil

Mais fácil ainda sair do sério

Perder a calma

Comprar uma arma

Ferir alguém

Enlouquecer

Não é difícil

Olhar as horas

Prever o tempo

Viajar no espaço

Ficar famoso

Rápido e fácil

Dar entrevistas

Comprar drogas

Morrer sozinho

Acontece

É comum

Esconder a verdade

Desviar dinheiro

Usar a força

Trepar

Facinho

Negar afecto

Comprar respeito

Olhar de longe

Assistir a um filme

Aumentar o som

Calar-se

É fácil

E eu acho que eu sou mesmo difícil.





Por Marcio Nicolau