quarta-feira, 24 de outubro de 2012








A ÁRVORE QUE NINGUÉM VISITA





Então eu fui. Uma tarde subi
Aquela colina íngreme e rochosa,
Parando para descansar e admirar uma flor silvestre
E a vista do lago
No vale lá em baixo.

Teria gostado de uma cabra por companhia.
Uma preta e branca, com um sino
Para ir à frente, pastar um pouco e romper
O silêncio quando este retoma sua ascensão
Até onde uma árvore escura e silenciosa está

Esperando todos estes anos que alguém
Se sente à sua sombra, em calma consigo mesmo.
Até o vento está sempre a inventar
Joguinhos para as suas folhas brincarem,
Sem pressa agora de perturbar a paz.








Por Charles Simic

2 comentários:

  1. Viva António. De facto este poeta é dos meus preferidos entre a poesia americana.
    Abraços para si, volte sempre

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