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sábado, 4 de agosto de 2012















liga-me à sua maneira, diz do marido

uma mulher cheia de nódoas negras

ainda ontem me ofereceu

um ramo de margaridas

foi depois desta

e levanta a blusa e aponta

para uma negra na barriga

e antes desta, mostra outra

um ramo de violetas

bem cheirosas, ainda não murcharam

vai variando nas flores para

ver se me mantém entretida

que quer que quer é a vida...










Por Bénédicte Houart 

domingo, 13 de maio de 2012










Fui aos perdidos e achados
minha senhora disse-me o polícia
sua o caraças senhora talvez
aqui não recolhemos objetos dessa natureza
tão pouco material
juraria ter ouvido comercial
vá antes à câmara municipal
serviço de saneamento básico
resíduos esgotos sarjetas
em suma escoamentos
coisa que como podereis ler
não fiz nem farei
se ele se perdeu, compreendi afinal, foi porque quis
nunca se deve contrariar um poema tão original




Por Bénédicte Houart

sexta-feira, 20 de abril de 2012









O elefante apodrece
no exterior do café portugal
ninguém lhe põe moedas
ninguém empoleirado
aos solavancos, ninguém

as moedas mudaram
as crianças cresceram
os adultos ganharam juízo e amealharam
para elefantes de verdade
com bosta e tudo

se não pelo teu próprio nome
por que nome responderás tu então?




 Por Bénédicte Houart 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012







Tenho um mamilo sempre erecto e
outro sempre murcho
ora bem,
a interpretação que faço do fenómeno
embora duvidando que entusiasme alguém
é a seguinte:
um pressente coisas de que o outro nem suspeita
coitado do primeiro
quando não há nada
coitado do segundo se quiser arrebitar





Por Bénédicte Houart