PREFÁCIO
(Com
uma apropriação de Fabio Pusterla)
Esse
homem que todos os dias chega
sendo
chegar o verbo encostando-se a um limite
cuja
voz se confunde com o clamor do ocaso
e
que mostra as mãos encardidas pelo entardecer
que
conta as sílabas de cada palavra porque
é
nelas que arde o lume das canções da tarde
que
tira o chapéu cheio de pássaros esvoaçantes
e
diz serem os pássaros perdidos no volteio da luz
esse
homem que vem para falar do entardecer
e
não deixa as palavras sair da tarde amadurecida
esse
homem que o próprio nome esqueceu
e
se confunde com as sílabas lentas dos céus
não
o ouças.
Por António Amaral Tavares
Fotografia de José Magalhães

Boa noite, António!
ResponderEliminarGostei da nova "cara" do blog e também deste poema. Todas as antíteses revelam beleza...
Um Ano novo cheio de poesia! Beijos
Viva Tânia, já sentia a falta dos seus comentários.
ResponderEliminarEspero que tudo corra bem com o seu trabalho. Desejo-lhe também,porque não, um bom ano cheio de poesia para si, cheio de coisas que um dia valerão a pena recordar.
António