Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012










LISBOA REVISITADA, NATAL DE 2011





Na multiplicação das estradas
que cruzam agora Lisboa
é o frio o que mais une a cidade

Deixa-se para trás Lisboa e bastante
mais à partida. A raiz dos pássaros
o lume no prumo dos lugares.

Alguns apagados. É a ruína dos sítios da idade
essa coisa de todos no acontecer
afinal sempre da morte de cada um.

E ainda bem. No deserto da palavra
poderia ser letal essa conjugação
que por pouco tempo nos aqueceria

essa dos pássaros com o frio.





Por António Amaral Tavares

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