LISBOA
REVISITADA, NATAL DE 2011
Na
multiplicação das estradas
que
cruzam agora Lisboa
é
o frio o que mais une a cidade
Deixa-se
para trás Lisboa e bastante
mais
à partida. A raiz dos pássaros
o
lume no prumo dos lugares.
Alguns
apagados. É a ruína dos sítios da idade
essa
coisa de todos no acontecer
afinal
sempre da morte de cada um.
E
ainda bem. No deserto da palavra
poderia
ser letal essa conjugação
que
por pouco tempo nos aqueceria
essa
dos pássaros com o frio.
Por António Amaral Tavares

0 comentários:
Enviar um comentário
fale à vontade